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segunda-feira, 29 de junho de 2015

Os Filhos da Noite

Nyx nefasta, deusa primordial, filha do Caos, mãe de uma dezena de seres controversos. Nós próprios somos os filhos da Noite. Somos o Destino e os Sonhos; o Sono e o Sarcasmo; as Moiras e a Velhice; a Ternura e a Morte; a Discórdia e a Vingança também. E mais, muitos mais.

A linhagem da noite, ascendente do Caos, descendente direta do início de tudo o que há. Como personificar os irmãos em alma e corpo visíveis aos olhos mortais? Seres impensáveis, da Noite vem Thanatos, na teia de Morus da fatal Ceres, trazida por Hypnos, com Geras também, vítima de Éris ou Nêmesis.

Todos somos filhos de Nyx. Dançamos a dança das Horas, envolvidos no Caos profundo, pai de todas as lúgubres coisas das vias funestas. À Noite, envolvidos pelo manto obscuro, andamos acompanhados, queiramos ou não, por essas criaturas agoures. A Morte e o Sono são irmãos gêmeos, andam lado a lado. A diferença entre os dois é imperceptível. A Ternura e o Sarcasmo irmão são também. Tênue linha os separa.

A prole de Nyx, linhagem nefasta, decididamente personificada se encontra em nós. Gerada no Caos. Tudo o que há de doloroso é assim belo também. Nem tudo é só dor, nem tudo é tão grave, vem tudo da Noite. Cada um desses seres tem filhos também, os quais somos nós, descendentes de Nyx, e também do Caos.

sexta-feira, 9 de janeiro de 2015

Mercaos

As coisas andam bem demais, poderia dizer o otimista. Para o realista basta saber o que sempre se soube: que as coisas andam como sempre andaram, nem melhor nem pior. Seguindo todos os rumos de sempre, de eras geológicas ancestrais. De tempos e vidas que só conhecemos através das carcaças fossilizadas. As coisas andam, e vez por outra elas vão bem, ou mal.

Quando as coisas vão bem, vez por outra também, desejamos inconscientemente, subtilmente, que elas percam um pouco desse brilho resplandecente de coisas indo bem. Sim, desejamos a dor, a amargura, a ansiedade e a tristeza, a soturnidade e a depressão. Tantos substantivos femininos para designar sentimentos, não nos enganemos, extremamente universais. Mas desejamos isso, repito:, subtilmente, com esse B intruso do léxico de nosso idioma como utilizado além-mar. Desejamos sem perceber.

E então, em casos como esse, precisamos recorrer a um novo tipo de estabelecimento comercial: o Mercaos. O Mercaos é o lugar no qual é possível adquirir alguns daqueles sentimentos substantivos femininos e tão substanciais. Chegamos ao atendente, e solicitamos um quilo de caos, uma lata de desastre, uma unidade de infortúnio, um pacote de catástrofe, um fardo de transtorno, um litro de calamidade. E saímos do Mercaos com as sacolas estufadas e a consciência tranquila.

Todas as pessoas que frequentam o Mercaos muitas vezes acabam se tornando clientes fiéis. Voltam sempre. Querem mais. Precisam. Buscam essa forma de desestabilizarem a si próprias, mesmo quando o otimista diria que tudo anda bem demais. Oras, aqui temos um advérbio de intensidade talvez mal colocado. Se as coisas apenas andassem bem, não precisaríamos visitar o Mercaos. Mas aqui erramos de novo, apenas é pouco, bem é o suficiente. É preciso fazer com que as coisas andem enfim, nem demais nem apenas, nem otimista, nem como sempre se soube. E parar de visitar o Mercaos.

terça-feira, 18 de junho de 2013

Sobre Voar e a Destruição de Nossos Tempos

Dizer que "voar é vencer o ar" é um paradigma muito contraditório, visto que só se voa porque o ar existe. Caracteriza-se então, uma relação de parasitismo, em que se tira ligeiro proveito do ar, de forma prejudicial, pois que com a fabricação de aeronaves, e a queima dos afamados combustíveis fósseis por parte dessas, polui-se-o, esse que é essencial para o exercício de sua mesma existência.

Não tem o que esquecer, quando não há nada para lembrar. A memória é exatamente o principal problema, e é ela que serve pra nos ajudar a não levar mais pedrada. Conquanto por vezes ela falhe, engane, deturpe a existência do real ou do surreal. Ou ainda aquele real imposto.

Eu diria que medo de sentir medo é medo também, mas dizer isso pra quem? Eu diria que se esconder da visão é cegueira também, mas dizer isso pra quem? Estou falando com as minhas vozes. Todas essas colegas de tempos imemoriais, e que, quem sabe?, teria a memória as inventado, como dizendo que "olha, você existiu antes". Mas não, não existiu antes, quiçá nem agora, menos ainda depois.

Voar é abstração, é metáfora também, explicação deveras desnecessária àqueles que têm visão poética. Mas oras, algumas pessoas possuem almas apaixonantes. Filmes reprisados, histórias recontadas. Assuntos demais.

Tudo bem destruir o ar de vez em quando. Tudo bem rasgar o chão e definhar de vez em quando. Mas oras, cuidado com ideologias distorcidas! Cuidado com o estouro da manada! Cuidado com a falta de inimigos, ou mesmo de armas! Não há o que vencer, se não há a quem enfrentar. Como não há o que voar, quando há falta de ar. Como não há o que amar, quando, oras, quando não há.

Voar é uma ideologia também, quando não é natureza. Jimmy diria que "mama, I've gotta try". Não sabe você que todos os heróis já morreram? Em tempos tão opiniáticos, deve-se lembrar que é sempre mais fácil falar do que realizar. Também é fácil falar que é mais fácil falar do que realizar. Difícil é voar. Difícil é aprender a voar sem destruir o ar.

quinta-feira, 25 de outubro de 2012

Sobre atear fogo ao céu

Ela tinha nas faces fogosas uma sinceridade quase canina. Nos olhos uma chama constante, e todo mundo gosta de olhos em chamas, são sempre mais vívidos e intensos que os regulares.

Costumava dizer que não gostava de quem não faz barulho. "São as pessoas mais monótonas", dizia, e arrematava com uns xingamentos menos propícios, e aquela chama aquiescente nos olhos dela ficava ainda mais intensa. Por vezes arrumava uma confusão só pelo prazer de incendiar. As pessoas mais certas são as que veem o circo pegando fogo de dentro dele.

Outra certeza que tinha era o fato de não querer protelar muito, velas finas queimam mais rápido, e deixam menos sujeira. Sabia que ninguém faz seu destino sentado no sofá da sala, aquele que um dia falaram ser excitante, sabia também que o princípio da incerteza dizia que sua única certeza era a dúvida. Por isso, já não tinha certeza de mais nada, odiava ainda mais as pessoas certas de si.

Um dia, ela procurava companhia, anti-matéria para sua matéria. E a junção de dois caos só pode ser algo ainda mais destrutivo, pois que o que há de bom é progressão aritmética, e terror é progressão geométrica. Amplificado o caos, a chama ardia ainda mais intensa.

Combustão, fagulhas, chamas, queimaduras, incêndio, labaredas. Eram tudo isso e um pouco mais, em maior ou menor grau. Até se extinguir.

Pois foi tanto assim que ela deixou de procrastinar o destino supremo, bênção dos homens, aquilo para quê todas as pessoas nascem. Companhia ficou, visto que a nem todos os lugares se pode ir acompanhado, visto que alguns caos acabam por minguar conforme a sombra dos tempos aumenta, e a eternidade se põe no horizonte.

Porém, há coisas que devem ser eternas, mesmo que não sejam. Pois que tudo que existe por algum tempo, deve ser eterno naquele tempo em que existiu. Assim, passado mais algum período, agitaram a combustão uma vez mais onde quer que fosse. E reencontraram-se, e naquele instante atearam fogo até mesmo aos céus.

segunda-feira, 20 de agosto de 2012

Desastres

Numa das brincadeiras favoritas da minha infância, eu, minha irmã, e vizinhos, fingíamos sermos sobreviventes de um desastre aéreo, acordávamos perdidos em alguma selva cercados dos destroços do acidente, e precisávamos nos virar para voltar à civilização. Como cenário, juntávamos muito lixo em volta de nós, que representavam os destroços da queda. Sempre fui adepto ao caos.

Hoje, construo e destruo na mesma proporção. O que eu crio também é caos, tentando organizar o inorganizável. Mas somos todos sobreviventes de todos os desastres, viver é uma sucessão de contínuos sobreviveres.

Eventos como esses são memoráveis, praticamente épicos, convites inesperados e orgulhantes. Continuo criando neologismos pra definir o indefinível. E como são alucinantes essas viagens. Pois que tudo o que não é esperado tem a vantagem de ser surpreendente, e ser surpreendente é sempre bom, mesmo que não seja.

A gente busca criatividade, a gente busca selvageria, a gente busca o diferente, e acha em tudo um tudo igual, mas cada vez que algo é diferente e surpreendente e indefinível, faz com que boa parte do não valha a pena e seja um sim. Por isso mesmo, a gente continua buscando.

No fim, todas as coisas que fazemos são juntar destroços à nossa volta, e tentar sobreviver a um desastre. Festas são um desastre. Eventos são desastres. Organizar o inorganizável é criar desastres. E sobreviver por si só é o maior dos desastres.

sexta-feira, 25 de maio de 2012

Shitberg - parte 02

No início, a merda estava principalmente presente entre os trópicos, o Canadá, por exemplo, era um país quase a salvo do problema, exceto por uma ou outra corrente merdítima que chegava vez por outra.

Em meados do sexto ano da emerdiação mundial, o problema passou a ser mais global. A população sofria como nunca antes, e imigrava para os países árticos. Porém, agora a bosta estava começando a chegar lá também, havia merda condensada na atmosfera em forma de nuvens, e as correntes de ar as carregavam de um lado pro outro, massas de bosta fria e de bosta quente faziam parte das previsões do tempo nos canais de televisão. 

Nas águas as correntes oceânicas também carregavam a merda como se fossem gigantescas estradas de bosta. Então a corrente do gorfo levou fezes até a Groelândia, e lá imensos icebergs constituídos totalmente de merda começaram a se formar. Coprólogos estudaram o ponto de fusão da merda e verificaram que os icebergs de bosta ficariam cada vez maiores e mais fedorentos.

E foi assim que a nova ameaça surgiu, mais um problema num mundo já afundado em merda: o shitberg. Os shitbergs eram massas colossais de bosta, que se aglutinavam e congelavam, a maior parte de sua constituição física ficava abaixo do nível do mar, sendo assim invisível. 

Shitbergs vagavam pelos oceanos, atingindo latitudes cada vez mais próximas ao equador, pois derretiam com mais dificuldade em relação aos icebergs tradicionais. A temperatura da Terra diminuía, devido à presença de merda na atmosfera condensada em forma de nuvens, que por ser mais densa e de cor mais escura, geralmente marrom, refletia a maior parte dos raios solares de volta ao espaço. 

Assim os shitbergs aumentavam, em tamanho e quantidade, e também em periculosidade, e dominavam uma porção cada vez maior dos mares do planeta. As águas já não eram navegáveis, e barco nenhum viajava, nem mesmo os mais fortes suportavam a terrível ameaça dos shitbergs. 

Até mesmo a aviação ficou comprometida devido à grande presença de merda na atmosfera que dificultava a visibilidade, no nono ano já não se locomovia a grandes distâncias pela Terra. 

No próximo inverno do hemisfério norte, as neves vieram com mais força do que em todo o século anterior, e escurecidas pela bosta, pesteava tudo. Algumas pessoas voltaram a migrar para os trópicos, voltando de onde fugiram outrora, quando a merda começou a dominar as cidades costeiras. 

Depois de dez anos do início de emerdiação mundial, a população humana começava a minguar pela primeira vez na história, eram muitas as doenças e pestes; a produção de alimentos diminuíra assustadoramente; não havia mais transporte, e várias regiões do globo estavam completamente inabitáveis. Grandes desertos de merda cobriam os mapas. 

No décimo terceiro ano, a população mundial já era a mesma que na época da revolução industrial, e perecia. Tudo era merda, e o planeta não se recuperava, pois as pessoas continuavam cagando. Bosta na atmosfera, cocô nos oceanos, fezes nas terras emersas. 

E o planeta esfriava cada vez mais, numa era glacial de proporções bostiais, shitbergs cada vez maiores flutuavam pelos oceanos, que eram cada vez mais parecidos com fossas gigantescas. Os shitbergs invadiam os rios, numa piracema escatológica, congelando as nascentes, e contaminando os lençóis freáticos, não havia mais água livre da bosta no planeta. 

Shitbergs colidiam com as cidades costeiras, que desde a última imigração voltavam a ser habitadas, sendo alguns dos lugares menos frios da Terra, causando destruição e ceifando mais vidas. Aqueles colossos de merda eram visto com muita freqüência até mesmo na costa do Brasil e da África. 

No inverno seguinte foi avistado no Oceano Pacífico o maior shitberg já catalogado pela humanidade, com 1.607 quilômetros de comprimento, e nenhum coprólogo conseguiu calcular o tamanho que ele atingia embaixo da água. Um dia ele não estava mais à deriva, e se tornou fixo, como um novo continente de cocô, e passou a crescer cada vez mais, com mais merda congelando a sua volta, como em ilhas vulcânicas. 

Em pouco tempo, novos continentes de merda surgiram, e alguns se aglutinavam, ficando cada vez maiores, as águas de todo o planeta estavam se congelando em bosta, e havia cada vez menos pessoas para presenciar essa glaciação escatológica. No décimo sétimo ano o Oceano Atlântico inteiro virou uma grande massa fecal, as correntes marítimas deixaram de existir. O mundo se tornava uma merda gelada. No inverno seguinte o último ser humano morreu. 

E depois de tanta coprofilia, tanta escatologia, tanta emerdiação, o planeta Terra se tornou um grande e coeso Shitberg à deriva no espaço.

quarta-feira, 27 de julho de 2011

Destruição - partes 5 e 6 de 6

Restava o pó, a massa primordial, a origem de tudo o que há de haver. E havia cada vez mais pó. Pois que havia cada vez menos a ser destruído, e as mãos trabalhavam. Faziam o que lhes cabia fazer, não que fossem mãos destruidoras, apenas mãos que destruíam.
Também criavam, pois que a destruição criava pó.
O fogo crescia o caos dominava, as cabeças pendiam a vida minguava. Talos colunas.
Assim faltava comburente. As mãos agiam mais e mais, e menos para agir restava. Mas a destruição crescia e se propagava.
Enfim o fim.

 ***

E assim chegou o fim. Pois que tudo aquilo que há, há um dia de deixar de haver. E todo o construído destruído será, antes ou depois das destruições.
Eram todas as cinzas de um incêndio qualquer em um dia qualquer, sossegados ou não.
Pois que chegou o fim, o momento em que não houve mais a ser destruído, então tudo era pó, tudo era caos, nada mais vivia, agora todos os lados eram sem vida, todas as cabeças pendiam.
E lá estavam talo e coluna.
E lá estavam pó.

sábado, 23 de julho de 2011

Destruição - parte 4 de 6

Pois que há de ser destruído tudo aquilo que surge. Tarde ou cedo. E então no chão talo e coluna, iniciou-se. O princípio do término. O começo do fim. O once upon a time do the end. O prólogo do epílogo.
A mão começou a destruir os arredores. Era o bater de asas da borboleta. A brisa do furacão.
Assim a destruição se propagava, e crescia, em forma e volume. Eram destruições.
Cada vez mais ao chão, talos colunas. Cabeças de lado, dos dois lados, pois que as coisas perdiam vida. A destruição conhecia mais morto do que vivo, e cada vez mais morto.
E como um incêndio, que quanto mais fogo tem mais fogo cria, a destruição mais destruição trazia. Cada vez mais morto cada vez mais destruído cada vez mais rápido cada vez menos vírgula.
Alastrava-se.

terça-feira, 19 de julho de 2011

Destruição - parte 3 de 6

O caos destrói. Pois que o caos surgiu junto com a primeira coisa que surgiu, e ele não é consequência dela, seja como for.
A primeira coisa naquele dia, sossegado ou não sossegado, foi o pequeno talo da frágil flor, simultaneamente à gigantesca coluna do Parthenon. Alegorias propagadoras do caos.
Destruição e caos já vinham de muito antes, mas naquele dia começaram o que há de ser a destruição suprema.
Não que suprema seja sagrada, ou propagada por coisas sagradas, apenas é superior, pois que é maior que toda destruição anterior, e maior que toda que possa vir. Ou deverá ser. Nesse caso.
O caos é supremo.

domingo, 17 de julho de 2011

Destruição - parte 2 de 6

A cabeça pendia para o lado sem vida, mas a cabeça ainda vivia. Apenas o lado era morto, costuma-se dividir em dois lados, bem e mal entre outros, a destruição conhece vivo e morto, não há qualquer mérito de índole. Dois lados, a cabeça pendia para um deles, o desprovido de vida, mas ela vivia.
E tanto foi que foi assim que começou, o que há de ser a destruição suprema. Quebrados o talo e a coluna pela mesma mão que destruía.
A mão carregava os objetos causadores do caos, pois que caos e destruição são juntos, parceiros de um só propósito. E era uma mão comum, aliás, era um par de mãos, pronto, mas nem tudo assim será plural, pois que não há destruições.
Começou pequeno e belo e simples. Em um dia sossegado, se é que sossegado há de ser adjetivo para um dia qualquer, desses que passam sem deixar rastros, e quando dorme já nem impregna a memória de sonhos.
Mas aquele dia era, e ser há de ser suficiente, sem adjetivações, pois que o dia existiu, e basta.
E sendo aconteceu, aconteceu que as mãos começaram as destruições naquele dia. Ou a destruição naqueles dias. Foi o acontecimento da existência daquele dia.
Porém, a destruição surge com o surgimento, pois que a primeira coisa que surgiu foi instantaneamente destruída para ser substituída pela segunda coisa que surgiu. A destruição é consequência da própria criação.
E a mão que destruía também criava.

quinta-feira, 14 de julho de 2011

Destruição - parte 1 de 6

Quebrou o pequeno talo da frágil flor, arrancou uma pétala, enfiou na boca, mastigou, e engoliu.
Quebrou a gigantesca coluna do Parthenon, arrancou um bloco, triturou, jogou ao chão.
E voltava tudo ao mesmo pó. À mesma massa da qual um dia saiu. E todas as coisas eram iguais, eram feitas dos mesmos materiais. Portanto, tudo tinha a mesma origem e o mesmo destino, ao menos costumava ser assim...
 - Hei, o que você está fazendo?
 - Estou destruindo!
A simplicidade está na beleza, e a beleza está na simplicidade, formando um círculo vicioso bonito e singelo. O pequeno talo e a gigantesca coluna são a mesma coisa, são iguais. Sustentação; e isso é tudo o que importa, a arte de suportar o insuportável, há que se fazer mais forte, cada vez mais forte.
Acontece que aquela mão destruía.