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quarta-feira, 8 de janeiro de 2014

Everson e Aline

Quem um dia irá dizer
Que existe razão
Nas coisas feitas pelo coração?
E quem irá dizer
Que não existe razão?

Everson abriu o diafragma, não quis se levantar
Ficou deitado e viu que horas eram
Enquanto Aline enchia a cara de cerveja
No outro canto da cidade, como eles disseram
Everson e Aline um dia se encontraram sem querer
E conversaram muito mesmo pra tentar se conhecer
Uma amiguinha muito louca da Aline que disse
"Tem uma festa no QG, e a gente quer se divertir"
Festa de rock, com gente esquisita
"Eu não tô legal, mais ainda quero mais birita"
E a Aline riu, e quis saber um pouco mais
Sobre o fotógrafo que tentava impressionar
E o Everson, meio tonto, só pensava em ir lá dentro
"Mais uma banda, tenho que fotografar"

Everson e Aline trocaram facebook
Depois se conversaram e decidiram se encontrar
O Everson sugeriu a Yracema
Mas a Aline queria era mais se embebedar
Se encontraram, então, no parque Cachoeira
A Aline de carona e o Everson no carro do jornal
O Everson achou estranho e melhor não comentar
Mas a menina tinha coruja entre os peitos

Everson e Aline eram nada parecidos
Ela era de Áries e ele tinha vinte e seis
Ela trampava na Renner e falava japonês
E ele ainda dando uma de Jão
Ela gostava de desenhar e de anime
De Erne e Harry Potter, Leminski e Raul
E o Everson gostava de séries
E jogava playstation 2 com seu vizinho
Ela falava coisas sobre cultura oriental
Também animes e essas piração
E o Everson ainda tava no esquema
Jornal, rolê com os brother, e televisão
E mesmo com tudo diferente, veio mesmo, de repente
Uma vontade de se ver
E os dois se encontravam todo dia
E a vontade crescia, como tinha de ser

Everson e Aline compraram um playstation 3
Comiam no Sokulski, e foram pra Caiobá
O Ever explicava pra Aline
Coisas sobre Araucária e as maracutaia
Ele continuou a beber, deixou o cabelo crescer
Mas acabou por cortar (não!)
E ela pra eles comprou
Uma dupla igual de celular
E os dois comemoraram juntos
E também brigaram juntos muitas vezes depois
E ela então um dia foi eleita
A namorada mais legal dos caras da galera

Caricaturaram os brother com desenhos e fotos
E o casal fazia muito sucesso
Ajudaram no URRA!, e mandaram legal
Nos rolês com a nossa galera
Everson e Aline ainda estão em Araucária
E a nossa amizade dá saudade semana sim semana não
Só que esse mês, não vão viajar
Porque o camarão da praia ainda está em digestão
Aa ahá

E quem um dia irá dizer
Que existe razão
Nas coisas feitas pelo coração?
E quem irá dizer
Que não existe razão?

quinta-feira, 19 de dezembro de 2013

Foxy Lady

You know you are a cute little heart breaker. Saltitando pela sala de madeira improvisada, ocupando os espaços entre frestas, entre farpas. Com um cheiro de madeira nova que sobe ao ar, e a observação do seu olhar descobridor vagando austero entre mesas.

I won't do you no harm. Se aproxima de tantos quantos, e direciona uma ou outra pergunta um tanto detalhista. Conquistando as respostas por mero merecimento. Mérito incontestável de uma busca incondicional, de fatores tão distintos. O recinto todo gira. Gira em torno de seus maxilares desconexos, que assim mesmo balbuciam verbetes decididos.

You make me wanna get up and-a scream. Mas eu me comporto como antes, nada muda. Em meio à multidão de almas inquietas, em estado de espera. Em estado de aguardo. E eu a guardo entre memórias em espera. A vivência nada física de um concreto tão abstrato.

Foxy. Foxy. Saltitando pela sala de madeira improvisada.

segunda-feira, 11 de novembro de 2013

Um Texto por Virada

As coisas são cíclicas. Oras, pois que diabos, já falamos disso antes. A prova de que as coisas são cíclicas é já termos falado disso antes. Assim, temos mais uma Virada, termo tão representativo de nossas vidas. Se aproximam os bells que jingle, se aproxima o fim de mais um ano e começo de outro. E toda essa bonita utopia de acreditar que um dia ou outro as coisas serão diferentes.

As coisas são diferentes o tempo todo. De ano em ano a Virada de nossas vidas se reinventa, se renova, e temos dias bons e dias ruins. Viradas boas e Viradas ruins. Poderia haver aqui uma lista das coisas boas, das coisas que se reinventaram. Oras, falar do óbvio é desnecessário, as coisas que são sabem que são. Sempre sabem.

As coisas sempre sabem o que elas são. Esse ano, a música tem outros sentidos. E o que seria do mundo sem aquelas pessoas que dançavam em plena praça ao sol de meio dia ao som de uma sanfona. Música é só sobre diversão. E o que seria do mundo sem aqueles sujeitos que resolveram conhecer algo que não conheciam, e dançavam em pleno parque ao som de letras autorais que um dia passaram pela minha caneta. Música é só sobre diversão, nada mais. Essas coisas tão diferentes, pareceram tão iguais.

As coisas acontecem iguais, mesmo que por outras razões. Esse ano, as queimaduras provém de outros motivos. Esse ano, um beijo recusado torna-se a melhor coisa possível. Esse ano, um beijo aceito torna-se singelo motivo de agradáveis risos. E estavam lá tantas pessoas quanto sempre, tantas daquelas que se faz questão de abraçar ao menos uma vez por ano, se possível muito mais, em cada Virada, pelo resto da vida.

As coisas assim são, enfim. Cíclicas, diferentes, sabendo, e iguais, ao mesmo tempo. Indo e voltando, muitas vezes mais indo do que voltando, mas quando elas resolvem voltar.. Ah quando elas resolvem voltar. É assim que se fazem as melhores Viradas.

quinta-feira, 10 de maio de 2012

Boy named Sue

Versão da música Boy Named Sue do Johnny Cash:


Cara chamado Ana

eu tinha só três anos e o meu pai vazou
pra mãe e eu ele quase nada deixou
só esse violão velho e umas casca de banana
mas eu não o culpo por fugir assim
mas o mais paia que ele fez pra mim
antes de ir ele veio e me pôs o nome de Ana

ele deve ter achado que era um tipo de piada
e ela tirou muitas risadas das piazada
eu venho brigando toda essa vida insana
se uma guria risse eu ficava impaciente
um mane dava risada eu lhe partia os dente
e a vida não é fácil pra um cara chamado Ana

aí eu cresci bem rápido e por crescer eu digo
meu punho se firmou e as ideia um perigo
passei vergonha de distrito em distrito 
mas fiz uma promessa e tive que carregar
que eu ia vasculhar os boteco e os bar
e matar o corno que me deu esse nome maldito

e foi em Araucária no meio do verão
cheguei na cidade e queria um copo na mão
pensei em parar e tomar uma bera bacana
num velho saloon numa rua parva
numa mesa no canto de boa estava
sentado o cachorro sarnento que me nomeou de Ana

bem eu sabia que o porco era meu papai querido
por uma foto amarelada que eu levava comigo
eu vi aquela cicatriz na cara e o olhar de mau
ele era cinza e velho e corcunda e grande
eu olhei pra ele e ferveu meu sangue
e eu gritei meu nome é Ana qual é a tua
agora você vai pro pau

e no meio da cara lhe eu acertei uma porrada 
ele foi pro chão mas levantou do nada
então sacou uma faca e aí minha orelha já era
mas eu destruí os seus dente com uma cadeira
a gente foi parar na rua levantando poeira
chutando e rolando com lama e sangue e bera

olha eu já lutei com uns cara mais oi
mas eu nem lembro de quando isso foi
chutava feito um burro e atacava feito um gavião
eu ouvi ele rindo e empostou aquela voz
puxou uma arma mas eu fui mais veloz
ficou parado olhando pra mim e ele sorriu então

e ele disse filho esse mundo é uma aposta
e se um cara quer ser foda não pode ser um bosta
eu sabia que eu não estaria lá pra te dar uma força
então coloquei esse nome e falei adeus
ou tu ficava forte ou ia trocar ideia com deus
e foi o nome que te ajudou a não ser um borsa

ele disse então você brigou pra caralho
eu sei que me odeia e isso faz parte do páreo
me mate agora e eu nem vou te achar um sacana
mas tem que me agradecer antes que eu morra
pela macheza em você e essa briga da porra
porque eu sou o filho da puta que te chamou de Ana

eu senti um calafrio e joguei for a o meu cano
e como pai e filho a gente era tipo mano e mano
e eu vazei com um ponto de vista diferente
e as vezes a lembrança dele volta e some
e aí eu penso e eu já posso até ver
que se um dia desses eu tiver um filho o nome vai ser
Pedro ou Marcos qualquer porra de nome menos Ana
eu ainda odeio esse nome

terça-feira, 6 de dezembro de 2011

Queens of the Stone Age Temple Pilots

30 Seconds to Bruno Mars
A Banda Mais Bonita da Cidade Negra
AeroSmiths
Apanhador Só pra Contrariar
Asa de Eagles
Atari Teenage Fanclub
Audio Slayer
B. B. King Diamond
Banda EvaNescence
Bruno e Ramones
Cansei de Ser Sex Pistols
Chico Science e Nação Zumbis do Espaço
Dream Theater Mágico
Dropkick Murphy's Law
Great White Stripes
Green Day to Remember
Guns 'n Stone Roses
Little Joy Division
Maria Rita Lee
New Order on the Block
No Turning Back Street Boys
Pato Fu Fighters
Projota Quest
Rage Against the Machine Head
Rebbeca Black Rebel Motorcycle Club
Rebbeca Black Sabbath
Red Hot Chilli Peppers Lonely Hearts Club Band
Seu Jorge Ben Jor
The Beach Boyz 2 Men
The Flower Kings of Leon
The Johnny Clash
The Mamas and the Papa Roach
The Whobastank
Vitor e Léo Jaime
Zezé di Camargo e Luciano Pavarotti


com Cristiano, Ênio, Marlon e Michele.

segunda-feira, 21 de novembro de 2011

A plateia pega fogo quando rolam os festivais

Saiu hoje o tão esperado lineup do Lollapalooza, festival originário dos Estados Unidos e que terá uma edição brasileira pela primeira vez nos dias 7 e 8 de abril de 2012. A confirmação do Foo Fighters, que já corria à boca pequena há meses, era a mais aguardada, e assim procedeu-se.

Ainda esse mês foi anunciada também a primeira edição no Brasil, diga-se de passagem em São Luis do Maranhão, do maior festival de heavy metal do mundo, o Wacken Open Air, que aqui se chamará Metal Open Air. O festival vai acontecer no mesmo abril do Lolla, dias 20, 21 e 22.

Não faz nem dois meses estive no Rio de Janeiro em virtude do Rock in Rio. Festival nascido no Brasil, outrora exportado e que agora voltou às nossas terras depois de 10 anos, e já foi logo anunciada sua edição bienal a partir de agora, 2013 tem mais.

Mais recentemente que o RiR, tiveram vez o Planeta Terra e o SWU, fechando a contagem de cinco festivais de proporções gigantescas no Brasil num espaço de apenas sete meses, um parto prematuro. A contagem de bandas fica a cargo de alguém que tenha TOC.

E todos lotam, agitam, movimentam. O público brasileiro era carente de grandes eventos musicais por aqui. E felizmente essa carência tem sido suprida, cada vez mais. É bom ver que nesses infernos brasileiros a galera tem estado em chamas com cada vez mais frequência.

sexta-feira, 11 de novembro de 2011

Once and then

After all that is and will be
There shall last only bones
But still
In the dust that once was my heart
There will be a memory
A tiny memory of you
And it will last forever
For we were made to be one
And I love you


e


Before you get in too deep
And you get burned by the heat
Oh yeah
She'll take you there
You know it happened to me
She'll make your heart break
She'll give you fever
She'll tell you everything but don't believe her
A perfect stranger
She knows the game
She'll promise heaven on earth
But don't believe her


sábado, 5 de novembro de 2011

Europe

Hoje faz um ano que eu NÃO fui ao show do Europe. E pra comemorar, a maior música de amor perdido de todos os tempos:


Porque there will come a time, no matter who you are, when you ask yourself: was it right or wrong for me to turn away?

terça-feira, 13 de setembro de 2011

Funk da Exumação


Eu vou abrir o seu jazigo
Eu vou tirar o seu caixão
Dance agora comigo
No funk da exumação

Se o corpo já ta decomposto
Dá pra tirar tudo os osso
Bota mais um na gaveta
E nem vem fazer careta
Tá virando condomínio
E é tudo do meu domínio

Vai tirando os ossinho
Colocando no saquinho
E deixando de ladinho
Pra enfiar um caixãozinho

Eu vou abrir o seu jazigo
Eu vou tirar o seu caixão
Dance agora comigo
No funk da exumação

Vai coveiro! Vai coveiro!
Vai funerária! Vai funerária!

Esse nosso cemitério
É bem loko é um mistério
Mas os corpo que aqui vem
Nunca volta pra ninguém
Fica muito bem guardado
Até quando for exumado

Vai tirando os ossinho
Colocando no saquinho
E deixando de ladinho
Pra enfiar um caixãozinho

Eu vou abrir o seu jazigo
Eu vou tirar o seu caixão
Dance agora comigo
No funk da exumação

Vai coveiro! Vai coveiro!
Vai funerária! Vai funerária!