quinta-feira, 10 de maio de 2012

Boy named Sue

Versão da música Boy Named Sue do Johnny Cash:


Cara chamado Ana

eu tinha só três anos e o meu pai vazou
pra mãe e eu ele quase nada deixou
só esse violão velho e umas casca de banana
mas eu não o culpo por fugir assim
mas o mais paia que ele fez pra mim
antes de ir ele veio e me pôs o nome de Ana

ele deve ter achado que era um tipo de piada
e ela tirou muitas risadas das piazada
eu venho brigando toda essa vida insana
se uma guria risse eu ficava impaciente
um mane dava risada eu lhe partia os dente
e a vida não é fácil pra um cara chamado Ana

aí eu cresci bem rápido e por crescer eu digo
meu punho se firmou e as ideia um perigo
passei vergonha de distrito em distrito 
mas fiz uma promessa e tive que carregar
que eu ia vasculhar os boteco e os bar
e matar o corno que me deu esse nome maldito

e foi em Araucária no meio do verão
cheguei na cidade e queria um copo na mão
pensei em parar e tomar uma bera bacana
num velho saloon numa rua parva
numa mesa no canto de boa estava
sentado o cachorro sarnento que me nomeou de Ana

bem eu sabia que o porco era meu papai querido
por uma foto amarelada que eu levava comigo
eu vi aquela cicatriz na cara e o olhar de mau
ele era cinza e velho e corcunda e grande
eu olhei pra ele e ferveu meu sangue
e eu gritei meu nome é Ana qual é a tua
agora você vai pro pau

e no meio da cara lhe eu acertei uma porrada 
ele foi pro chão mas levantou do nada
então sacou uma faca e aí minha orelha já era
mas eu destruí os seus dente com uma cadeira
a gente foi parar na rua levantando poeira
chutando e rolando com lama e sangue e bera

olha eu já lutei com uns cara mais oi
mas eu nem lembro de quando isso foi
chutava feito um burro e atacava feito um gavião
eu ouvi ele rindo e empostou aquela voz
puxou uma arma mas eu fui mais veloz
ficou parado olhando pra mim e ele sorriu então

e ele disse filho esse mundo é uma aposta
e se um cara quer ser foda não pode ser um bosta
eu sabia que eu não estaria lá pra te dar uma força
então coloquei esse nome e falei adeus
ou tu ficava forte ou ia trocar ideia com deus
e foi o nome que te ajudou a não ser um borsa

ele disse então você brigou pra caralho
eu sei que me odeia e isso faz parte do páreo
me mate agora e eu nem vou te achar um sacana
mas tem que me agradecer antes que eu morra
pela macheza em você e essa briga da porra
porque eu sou o filho da puta que te chamou de Ana

eu senti um calafrio e joguei for a o meu cano
e como pai e filho a gente era tipo mano e mano
e eu vazei com um ponto de vista diferente
e as vezes a lembrança dele volta e some
e aí eu penso e eu já posso até ver
que se um dia desses eu tiver um filho o nome vai ser
Pedro ou Marcos qualquer porra de nome menos Ana
eu ainda odeio esse nome

terça-feira, 24 de abril de 2012

No Room


There’s no place in heaven for us
Our life seems growing old
And she thinks time is short
And she knows that love is cold
Goes ravaging through those hearts
Building towers o’ loneliness
And her own heart seems so empty
And what does she says to you?

She says she got no room in her heart for you
And you could look for other
She knows there’s no place in her pics for your face
And you should find another

Shinning lips making all the sense
Flaming eyes that try to bend me
But they can really never touch me
Them lips keep staring me from far
They send a just and simple message
She is stubborn in what she is for
She is always in what she is not
And I know it’s hard to go through because

She says she got no free in her heart for me
And I should stay behind
She knows there’s no part in her smiles for my art
And I could be no kind

terça-feira, 17 de abril de 2012

Sobre confiança e a necessidade de produzir

Domingo foi o dia em que terminamos as filmagens do videoclipe, a parte bruta da produção, a que demanda mais tempo, dinheiro, e pessoas envolvidas. Agora falta a montagem, mas montagem é algo abstrato, antes do lançamento o que merecia mesmo uma comemoração, com tin-tins e tudo, era aquela última cena filmada.

Por isso, à noite e entre bichos mortos, divagávamos sobre confiança e a falta dela. Como e com que intensidade deve-se confiar? É absurdo perceber subitamente que aqueles em que confiamos não nos confiam da mesma forma, mas isso é fato sabido, que nem tudo é recíproco. Assim como apaixona-se platonicamente, pode haver confiança platônica.

Se o videoclipe ainda carece de montagem, outros dois projetos foram entregues, um no prazo, outro no atraso. Mas atrasos recorrentes acabam se tornando o padrão, assim quando atrasar é o esperado, ele não se configura atraso. E ficaram lindos.

Quanto maior o círculo social, maior a possibilidade de achar pessoas adjetiváveis, confiança é só um adjetivo e nada mais. Quando fecha em núcleos menores, implica uma maior aproximação desses poucos que são próximos. Porém, a intensidade relativiza-se no sentido de que confia-se muito, mas confia-se em poucos. Nada nesse mundo arrogante e individualista é uma via de mão dupla.

Me pergunto que tipo de demonstração de confiança é essa que parte de semi-estranhos antes de partir de onde era esperado. A necessidade de produzir volta à voga, ainda na sexta-feira recebi um convite para auxiliar em determinado projeto, já penso na próxima da Agência e no Doc Maldito, entre outros diversos. Produzir é um vício. Confiar é uma virtude.

Enquanto isso e muitos issos, confiram:

domingo, 15 de abril de 2012

URGENTE: Afunda o navio Titanic!

O RMS Titanic afundou essa noite no norte do Oceano Atlântico, as primeiras informações especulam mais de 1200 mortos no que pode ser um dos maiores desastres marítimos de todos os tempos. O Titanic é o maior transatlântico já construído, com 269 metros de comprimento, 11 decks e capacidade para transportar mais de 3000 pessoas.

A embarcação deixou o porto de Southampton, na Inglaterra, no último dia 10, e levava 2224 pessoas com destino a Nova Iorque, numa travessia que deveria levar uma semana para ser concluída. Com aproximadamente metade da viagem concluída, o navio colidiu contra um iceberg, que pode ter destruído o casco inferior à linha da água, causando inundações nos decks inferiores e levando o navio a afundar.

Sinais de SOS foram enviados via rádio e foguetes sinalizadores, mas nenhuma outra embarcação encontrava-se próxima o suficiente para chegar a tempo de encontrar o Titanic ainda na superfície. O primeiro navio a chegar ao local do desastre foi o RMS Carpathia, aproximadamente 4 horas após a colisão com o iceberg que selou o destino do Titanic.

Não haviam botes salva-vidas suficientes para todos os passageiros a bordo do Titanic, e o Carpathia pode resgatar das águas geladas do Atlântico norte aproximadamente 700 sobreviventes, menos de um terço do total que viajava no navio. Ainda não há lista de sobreviventes.

Em breve mais informações sobre o maior desastre da história naval da humanidade.

terça-feira, 10 de abril de 2012

Titanic faz hoje viagem inaugural

O navio RMS Titanic deixa hoje o porto de Southampton, na Inglaterra, com 2224 passageiros a bordo. O titã de metal, operado pela White Star Line, é a maior embarcação marítima construída até hoje, e possui capacidade para transportar mais de 3000 pessoas.

Com 269 metros de comprimento e mais de 52 toneladas de peso estrutural (excluídos seus motores), o Titanic começou a ser construído há três anos, na Baía de Belfast na Irlanda, depois de apenas seis meses decorridos de seu projeto inicial e um ano de sua ideia original, tendo sido completado no último dia 31 de maio.

RMS Titanic deixa porto rumo a Nova Iorque
O Titanic faz parte do Olympic Class ocean liner, o maior projeto arquitetônico naval de todos os tempos, que inclui outras duas embarcações: o RMS Olympic (já em funcionamento) e o HMHS Britannic. Com 11 decks, sendo oito para uso e acomodação dos passageiros, o gigante possui três motores e uma turbina de propulsão que combinados chegam a 46 mil cavalos de potência, combinando magistralmente eficiência e velocidade.

Edward John Smith, com mais de 32 anos de experiência, é o capitão que lidera 885 tripulantes nessa viagem inaugural, Smith foi entrevistado por nossa reportagem na segunda-feira, dois dias antes da partida, e disse estar apreensivo com tamanha visibilidade que o navio tem adquirido, porém, absolutamente tranquilo quanto à sua segurança. J.P. Morgan é o principal investidor no projeto Olympic Class, e afirma que "o Titanic é inafundável".

Entre os passageiros do RMS Titanic estão o milionário americano John Jacob Astor IV e sua esposa; o industrialista Benjamin Guggenheim; Sir Cosmo Duff Gordon; e a atriz Dorothy Gibson. A data prevista para atracagem no porto de Nova Iorque é no próximo dia 17.

domingo, 1 de abril de 2012

Busca

Procurei uma tal de felicidade, só tinha light. Não gosto de coisas light, light é menos do que poderia ser, não se pode ter algo completo e então diminuir, remover, para que se torne light.

Felicidade completa não tem na banca da esquina, não se encontra com facilidade. E mesmo que haja sorte, não se encontra o produto da forma que quer. Requer muito mais do que uma mera busca, é um eterna procura, vã.

Busca-se em becos e ruas sujas, sempre durante a noite, pois pelo dia o excesso de luz impede de conhecer a veracidade do que se vê. E engana-se, ahh com que frequência engana-se, quase nada é felicidade e quase tudo parece ser.

A procura passa por tantas bocas e tantos corpos, por tantas portas e até janelas, pula muros, está do lado de dentro e do lado de fora, e em casas de show vagabundas. Entre acordes sádicos, vandaliza e se insinua, cada par de olhos daqueles é a própria felicidade, facilidade, insana falsidade.

E todos procuram a mesma coisa, todos buscam com a mesma determinação, apesar dos esforços serem relativos todos querem, mesmo os que dizem que já possuem, pois que ninguém a possui, ela não pode ser segura. Nem mantida.

Nada é real, só pode ser de verdade aquilo que se conhece por completo, ninguém nunca se conhece por completo, ninguém é de verdade. Felicidade não é real, a procura é, e a que ela leva muitas vezes é mera sub-realidade, com seus exageros.

Enganação é tudo o que ela é, e o falso objetivo de alcança-la.

sexta-feira, 23 de março de 2012

Crônica Matogrossense


Aproveita-se o céu como possível, não que sejam asas aqueles que chamam flaps, as asas nem mesmo batem, e designa-se em inglês um nome que nem sequer caracteriza o etéreo sonho de voar, wings não seria mais nem menos apropriado, visto que é mecânico, não se necessitam penas, mas sim parafusos.

Mania essa de imitar a natureza, aclamada simetria e perfeição, nada mais natural que não ser natural, até os cheiros e gostos são sintéticos, não que a batida de amendoim não seja feita com amendoim, mas que atrativos carregaria ela sem os corantes e aromatizantes artificiais com nomes de compostos químicos.

Em meio à selva amazônica produzimos água artificial, com o intuito de encher ainda mais a cheia dos rios, e artificial aqui é o depósito, não o depositado, mas tudo o que é artificial é feito de coisas naturais, até mesmo pessoa, barragem, usina e energia.

Como surge um provérbio, interrogação, talvez uma coisa só visto a vida que todas as coisas, naturais ou não, carregam, e voam com o vento, sem bater asas, a própria vida assim o faz, talvez um neologismo recorrente, ou uma frase qualquer pronunciada a esmo e propagada a mesmo, quase sem querer, relógio atrasado não adianta, e gatos são autolimpantes, tais quais os fogões modernos, lamberiam eles seus pêlos internos, imitações da natureza, interrogação.

Tendéu.

O Lopes diria ou faria qualquer coisa sobre qualquer assunto ou situação, e quem será Lopes se não a figura mais mitológica do tempo mais moderno, fumando pó de serra, visto que o fogo pega mais rápido, açudealagamentoigarapé, ou o nome que se dê, pois o nome é só o signo a designar o físico, ou o abstrato mesmo, Lopes poderia se chamar Flaps, e os flaps serem conhecidos como lopes, um bom português.

Rodamos tampas como há vinte anos fazíamos nas madrugadas, visitamos os pampas, que aqui não se chamam pampas, desígnio geográfico, geológico, ou regionalista, terras matogrossenses, com quantos 'esses' lhe for possível pronunciar, Teles Pires, e um pôr-do-sol com quanta chuva as nuvens podem carregar.

Andorinha toma banho nas nuvens, seriam essas as mesmas nuvens do sul, apenas compostos hidrostáticos, todas as nuvens são a mesma e uma só, essa maldita mania de conturbação, e um dilema prosaico ainda permanente, águas tranquilas ou turbulentas, com quantos relâmpagos lhe forem necessários, sempre preferi raios aos não-raios, e mares e marés aos rios e cheias, afamados dez anos a mil.

Tendéu.

Uma folha desce, sobe, com a corrente, desce rio abaixo, sobe norte acima, rumo ao que um dia será amazonas, semi-oceano, a folha desgarrada de seu galho ainda carrega a vida de que todas as coisas naturais são providas, o que é uma folha na correnteza se não um objeto a esmo e a mesmo sem vontade, mesmo que sua vontade primêva tenha sido se lançar ao rio.

Assim, na correnteza dos anos, aquele nomeado e conhecido por Piazon me conta sobre como conheceu Curityba, mas qual Coritiba teria ele visitado, me ensina a andar por Core-Etuba e chegar à casa de sua prole, e quem vai aproveitando o céu volta sobre rodas, visto que quase explodiu sua cabeça, a ele reservemos a pinguinha do não-aeroporto, pois que as coisas com mais frequência são não do que sim.

As cidades eram pequenas, e os mundos imensos, hoje os mundos são pequenos, imensas são as cidades, os tempos devem ser vividos por aqueles que vivem seus tempos, antes agora e depois, viver os tempos alheios não salva ninguém, mesmo ficando eu volto, um saudosista realizado, aproveitar o céu uma vez mais, viver pra sempre mesmo morrendo, presente embora ausente, pois que a presença ou a vivência só podem ser físicas e abstratas, tais quais seus nomes.

Tendéu.

Você não tem medo de morrer, interrogação, não, eu tenho medo de não viver, exclamação, sessenta e três anos a seis mil e trezentos, e Pedro e Euthália vivem, assim, batendo asas, naturalmente, neologisticamente, mitologicamente, na correnteza, sim e não, tendéu, enfim e pra sempre, ou mais, muito mais.

quarta-feira, 21 de março de 2012

Vaga-lúmens

‎- Será que dá pra fotografar os vaga-lúmens?
- Com uma boa câmera, e abertura de lente e tudo mais, talvez dê.
- Vou tentar com essa mesmo.
- Mas desliga o flash, ele tá perturbando os bichinhos.
- Sem flash não vejo eles, só aparecem dois pontinhos luminosos no fundo preto.
- Então tira foto das estrelas e diz que é vaga-lúmen, que no fim é a mesma coisa.
- São diferentes.
*flash*
- Mas dá pra enganar as pessoas, dizendo que na foto dos vaga-lúmens são estrelas, e que a das estrelas são vaga-lúmens.
- Mas quem me garante que aqueles não são mesmo os vaga-lúmens, e essas aqui embaixo as estrelas? As coisas só tem os nomes que damos a elas.
- Você sabia que boa parte das estrelas que nós vemos já nem existem mais?
- Se você apagar a luz vai dar pra ver melhor os vaga-lúmens no quintal lá atrás.
- Eu prefiro olhar os vaga-lúmens lá de cima.

sexta-feira, 2 de março de 2012

Peixes

O deputado Luiz Sérgio de Oliveira foi destituído de seu cargo de Ministro da Pesca e Aquicultura nessa quarta-feira de meio de semana. O parlamentar do PT-RJ deve voltar à Câmara dos Deputados para recuperar o posto ao qual foi eleito.

A mudança não tem o mesmo caráter polêmico de outras destituições ministeriais recentes. Isso se dá pelo fato do novo ministro na pasta ser o senador Marcelo Crivella do PRB do Rio de Janeiro.

De acordo com nota oficial da Secretaria de Imprensa da Presidência, a troca tem em vista interesses estruturais, já que a escolha de Crivella passa pelo seu passado como pastor da Igreja Universal. “Temos confiança no trabalho do senador, como representante de Jesus na Terra sabemos que pode repetir o milagre da multiplicação dos peixes”, informa a nota.

Caso esse milagre venha a acontecer o país pode ter um valoroso aumento na produção da piscicultura, já que os pescadores não mais precisariam se preocupar com a piracema.

O ex-ministro Oliveira ainda acrescentou que a habilidade de caminhar sobre as águas do atual ministro será bem mais útil para a pasta que seu bigode estiloso de pescador.

quarta-feira, 22 de fevereiro de 2012

Light


Esse é pra ser um trecho de um projeto que tenho com o Ever e o Dom Quixote de uma ópera rock que pretendemos compor e produzir algum dia ainda:

Isso não é uma carta
É uma história de uma luz que se apagou
De uma sombra muito forte
De uma história sem final
Nada mais justo
Que escrever nunca fez mal
Isso é apenas um relato
Do que foi e ainda será
Sem luz tudo é escuridão
Sombra é parte da luz
E essa história aqui acaba
Ao fim da folha da carta
Que nunca chegou a ser carta
Como essa sombra nunca foi luz